*Juliana Dantas,20, estudante de comunicação, Goiana residente em Natal, sem nenhum dom e nenhum bem.
Já está na metade da vida, isso mesmo, pretende viver somente ate os 40.É dependente de pessoas, de amigos, de amores e durante esses 20 anos quase não os teve, imagine então depois dos 40? Coitada...
Não sabe escrever bem, nem tocar um instrumento, nem cantar. Não tem talento para nenhum esporte, não é magra, bonita, modelo ou algo assim, não consigue levar os estudos a sério, nem consegue deixar de amar tão facilmente quanto aprende.
Não sabe o que vai (e quer) estar fazendo daqui a 5/10 anos.
Tem amigos horas sim, horas não. Parece que quando ela mais precisa eles somem do mapa,e não é daquelas que fica mais forte quando a vida da-lhe da uma rasteira.
Ela vai enfraquecendo, cada vez mais e mais. Seus pais não confiam em uma palavra que diz, não a aplaudem quando faz algo de bom, mas a escorraçam quando faz algo que eles julgam ruim.
E as coisas boas que fez ela nesse mundo, de que adiantaram? a quem agradou?
O que a deixa mais feliz, é ver que fez as pessoas em seu redor felizes.
Mas a quem ela faz feliz? Ninguém, coitada...
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Qual o sentido da minha vida então?
Sábado, Maio 30
*Sobre a jovialidade corporal e a velhice sentimental.
escrito por Juliana D. às 23:50 1 comentários
*É belo, acredite.
* Esses passos tímidos ecoam alto demais e, para quem não quer ser visto, isso não é nada apropriado. Esses corredores de azulejos brancos incomodam. Essas paredes frias que, mesmo que eu me mantenha longe delas, me privam do calor e do aconchego que tanto procuro, nessa noite.
* São esquinas que, sem alto-falantes, emitem sons de toda sorte, e muitos deles, infelizmente, são de uma voz familiar. São suspiros aos quais estou assutadoramente acostumada. Tenho uma permanente impressão de que esses sussurros já muito me esquentaram os ouvidos, em outras noites parecidas com a de hoje. Aí eu luto para não perder a concentração nesses sons, não me soltar da corda que me aponta a direção da saída mais próxima. Desconcentrada, tudo que cuidadosamente orbita meu coração sem bater nas minhas costelas perde o controle e aí tudo que sinto é uma dor interna intermitente que segue cada batida do bumbo de uma música triste qualquer.
* Desconcentrada, agarro-me ao trinco da primeira porta que eu encontro. E sempre acabo no mesmo quarto, na frente do mesmo computador, ouvindo as mesmas músicas, ínsone.
* Parece que eu tô reclamando, mas eu vejo beleza nisso tudo.
/beeshop
escrito por Juliana D. às 23:45 0 comentários
*Autosabotagem.
* Os segundos em que hesitamos, em que fitamos o piso e nossa boca, escancarada, não emite som algum, são justamente o tempo necessário para que transformemos pensamentos em palavras. E nem todo pensamento tem uma palavra feita pra ele. É aí que transformamos dúvidas genuínas em falsas verdades (ou verdades bonitas demais), e essa troca de olhares com as lajotas se faz necessária para que façamos dentro de nossa cabeça todo tipo de simulações.
* Eu sempre gostei muito mais das dúvidas. Nenhuma palavra me aterroriza mais do que "sempre". Ela foi inventada por gente que nunca tentou perceber o que se esconde além da curvatura da terra. Certamente os pássaros não a possuem em seu vocabulário. É por isso que eu fico pulando, em movimentos desastrados, tentando ver o que há além do meu horizonte. E essa (in)certeza quanto ao que me espera na próxima esquina é o que me faz caminhar.
* Às vezes me pego sabotando a mim mesma, plantando provas, tudo pra me incriminar. Tudo para estabelecer em mim o meu estado natural, de eterna confusão.
/beeshop
escrito por Juliana D. às 23:42 0 comentários
Sexta-feira, Maio 22
*Sobre o certo e o errado.
As vezes me pergunto de onde vem esse nosso poder de julgar se algo é certo ou errado.
Claro, não falo de matar, roubar, de infringir leis...não, não é isso.
Falo de sentimentos, de personalidades, de caráter.
Desde quando é errado que duas pessoas do mesmo sexo se gostem a ponto de terem um relacionamento?
E aquele cara que é anti-social, que é reservado a si mesmo, que ama a própria companhia, é errado? é louco?
Aquela guria que pensa em sexo 24 horas por dia, que não vê problema em falar disso com os amigos, que acha sexo a coisa mais natural do mundo, é uma puta? é errada?
Não, eles julgam isso certo para eles, e se eles julgam, quem somos nós pra achar errado? de quem é a vida? é sua, é minha? não...é deles!
Ao meu ver o que nos torna feliz, que nos dar prazer, que faz-nos sentir bem é o que é certo. Foda-se o que foi dito a você a vida toda na escola, foda-se o que seu melhor amigo vai dizer sobre o que você fez ou deixou de fazer.
Liberte-se, sinta-se a vontade, faça o que te der prazer, abra seu coração para as coisas boas da vida.
Ame seus familiares e seus amigos, mas pense bem: não são eles que dizem o que é certo ou errado. Quem tem o poder de decidir isso é você.
escrito por Juliana D. às 23:44 0 comentários
*Sobre o amor da sua vida.
*Eu aqui, pensando com meus botões...
A cada momento da minha vida eu tive "o amor de minha vida!" alguns duraram semanas, outro apenas horas, e tiveram uns que duraram anos... .
Daí, de frente pro espelho, eu me pergunto: e o que eu ganhei com isso?
Experiência?
Não que eu quisesse algo em troca, mas eu só queria me sentir bem, só queria ser feliz do lado "do amor da minha vida”. É a ostentação de felicidade que eu buscava.
E era a busca inquieta pela felicidade que me fazia trocar de amor como se troca de sapato.
De uns tempos pra cá parei a minha procura, estacionei-a e esperei pra ver no que dava... .
Sim, apareceram vários amores, e que valeram à pena ate certo ponto.
*Hoje eu cultivo um amor dentro de mim, que não é como os de antigamente, não é coisa de pele, é coisa de espírito saca?
É vontade de estar perto, de dizer que eu sempre vou estar ali nos momentos tristes e felizes, é vontade de dar um abraço, de olhar no olho e dizer "eu te amo!”.
Olhando no olho, é bem melhor que digitando numa pagina de fotolog, orkut ou msn, falando ao telefone ou escrevendo em cartas.
*Eu só quero olhar no teu olho, e dizer que tudo isso que eu sinto é algo diferente á paixão, é amor mesmo, de família!
*Paixão é algo químico, são enzimas que nosso corpo libera ao encontrar alguém interessante, e que nos deixa com uma imediata vontade de ficar perto da pessoa que te alterou quimicamente por dentro.
Amor não, amor é coisa de espírito, é coisa divina, coisa de destino.
*Eu nunca fui o "amor da vida" de ninguém, até que você apareceu e me mostrou o que era sentir isso. Mas agora tu foi embora, de novo.
escrito por Juliana D. às 23:28 0 comentários
Sexta-feira, Abril 17
* Sobre a verdade.
* Quando parece mentira, é porque é verdade. Os filmes, os livros e as músicas são fruto da imaginação humana, retratos de realidades criadas dentro da nossa cabeça, simulações às vezes utópicas da vida 'como deveria ser'. Pensando assim, a gente se acostuma a achar que, para sermos felizes, temos que aceitar essas mentiras e fazê-las verdades genuínas. Os mais sabidos, inclusive, dão-se por satisfeitos ao resignarem-se com a idéia de que a ignorância é pré-requisito pra felicidade e que, como 'seres superiores' que são, não se vêem passíveis de serem acometidos por esse sentimento, mesmo sabendo que ele está por aí, em todo lugar.
* Está nos filmes, nos livros e nas músicas, mas não está dentro de nós. A gente lê e relê mil vezes, assiste, grava e revê, ouve a música em volumes ensurdecedores na vã tentativa de capturar esse sentimento, nem que seja por alguns segundos, nem que seja só um pouquinho. E quando parecemos estar sentindo, nosso mecanismo de auto-defesa programa-se para fazer com que a gente ache que tudo aquilo não passa de um placebo para uma doença da alma. Uma doença sem cura.
* Aí, há uns 2 ou 3 meses atrás, eu, que sempre fui sabida, cética e conformada com a finitude do amor, com os limites do que se sente e ávida defensora do individualismo, vi tudo mudar perante os meus olhos. E não estava na TV, no papel, nem no meu aparelho de som. E, definitivamente, não é de mentira. Tão verdade é que hoje eu vejo tudo diferente, pois não tenho mais cortinas na frente dos olhos.
* Hoje eu vejo que os filmes, os livros e as músicas não estão aí por acaso. Eles são manifestações concretas de momentos em que o homem conectou-se com o divino, que paira no ar, mas é invisível aos olhos. São fragmentos de pequenos milagres operados por mãos trêmulas, imperfeitas e pecadoras. São imagens de um destino do qual a gente precisa estar em constante procura, até o fim dos nossos dias.
* Digo isso porque eu encontrei o meu.
/beeshop/40820426
escrito por Juliana D. às 22:45 0 comentários
Terça-feira, Abril 14
"__"
Às vezes é tão estranho se conformar que aconteceu de novo, só que mais estranho ainda é sentir algo totalmente diferente do que se pôde sentir anteriormente.
Há um tempo eu me achava totalmente experiente para lidar com assuntos do coração, achava que já tinha me apaixonado, só que fui surpreendida, eu que nos últimos tempos achava os românticos patéticos e sem noção... GOD, como eu ri deles.
Só que de repente vc se pega passando por situações que não se deve mais passar.
Deus, eu não devo mais achar graça em tudo que ele diz, eu não devo tentar fiçar ao seu lado a todo custo, eu não devo dormir as 4:57 da manhã pensando no pouquíssimo tempo que foi vivido até aqui, não devo me pegar andando pelas ruas ás 23:00 olhando pro chão, sorrindo, lembrando...lembrar... Me lembro dessa sensação sim, lembro na 4º/5ª série sei lá, talvez eu já tenha sentido isso...mas GOD eu tenho 20 anos, pelo menos devia ter 20 anos, no cartório eu tenho 20 anos...Definitivamente não tenho experiência alguma pra lidar com isso, HELP! Eu sei... Eu sei que sou precipitada, seu que sou impulsiva e iludida, vai ver dou maior proporção a certas coisas multiplicando ainda mais seu real tamanho, mas é que foi tudo tão mágico, foi perfeito... Foi a melhor noite, o melhor baile. Eu senti reciprocidade pela primeira vez na vida, pelo menos acho que senti.... Sei lá.
Não sei mais o que pensar ,como agir ,o que falar... Meço palavras, meço atitudes... É meu eu de 8 anos atrás que tomou conta de mim, sou tão criança nessas horas, chorona.
TENHO que aprender a superar certas coisas, tenho que segurar minhas emoções, tenho que me conformar com certas coisas. To escrevendo o que me vem na cabeça... Preciso tirar esse sentimento de mim, ta doendo demais...
As brincadeiras me parecem tão saudáveis, mas me matam por dentro...
Sabe? É o tipo de coisa que vc quer acreditar que é verdade, que vai ser real... Mas no fundo vc sabe que não passam de brincadeiras. Meu Deus to embaralhado tudo... Preciso desabafar, preciso de algum receptor que tente me entender, mesmo que seja um blog que não irá me dar respostas...
Maldito foi o dia em que eu o encontrei... Maldito foi o dia que eu resolvi reparar em cada gesto, em cada palavra... MALDITOS!
Maldito coração que me da vontade de arrancar fora... NÃO GOSTO DE ME SENTIR ASSIM! Ta doendo demais, pqp como dói. E o pior de tudo são seus amigos tentando te conformar de algo que vc saber que é precipitado... Mas porra, quem manda no coração? Sim... Pode soar bem clichê, mas quem manda nessa porra?
Era pra ser um texto poético aqui, ai como estou confusa com tudo isso... Odeio escrever em primeira pessoa, que merda!
São tantos caras, tantas pessoas nesse mundo e eu sempre teimando em escolher pessoas erradas... Mas é essa a questão, eu havia parado de procurar a muuuuuuuito tempo, e de repente TÁ LÁ do nada, debaixo de um guarda-chuva e de uma árvore se protegendo do sol, primeiro dia de aula, primeiro contato, e ta lá. Toma, achou o que procurava há anos... estava ali na minha frente todas as músicas de amor que já ouvi, todos os filmes e romances que já li estavam diante de mim.
Ok coração, agradeço por me deixar um tempo sem entender, por achar que eu poderia estar enganada, por tentar me enganar, mas agora vc me guiou pra verdade... Foi de cara, foi ali, debaixo daquela árvore que eu te senti bater bem forte, foi ali que eu senti um frio na barriga MALDITA ÁRVORE.
Não vou reler esse texto, preciso dormir, preciso dormir pra acordar desse pesadelo.
Ta doendo muito... e o pior de tudo é que não sei qual a cura, cadê o remédio? Cadê?
escrito por Juliana D. às 03:46 0 comentários