Sobre a partida.
Quando eu achava que não tinha mais nada a dizer, nem mais nada pra sentir, eu exclui esse blog. Queria apagar todas as lembranças, tudo que eu tinha jogado aqui, não queria mais voltar, seria uma espécie de recomeço.
Mas eu não consegui, cancelei a exclusão do blog como se eu precisasse reler a maldita dor que deposito aqui sempre que não da mais pra segurar.
Preciso das lembranças.
Hoje aconteceu uma coisa muito boa na minha vida, uma oportunidade única de explorar lugares e culturas diferentes da minha, e por mais que você não tenha nada a ver com isso com a parte material disso, você me ajudou a ter fé e a acreditar no que eu já não dava tanta importância assim.
Eu tive um sonho essa noite, um sonho que previa o que iria acontecer hoje, e eu sei que isso só aconteceu com ajuda das respostas que você me ajudou a encontrar.
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Muitas foram as vezes que eu ameacei uma partida, aqui mesmo nesse blog, tentando fugir de uma realidade a qual eu pertencia.
Dessa vez eu estou partindo de verdade, e vou pra muito longe, pra uma realidade totalmente diferente da minha.
Não sei o que vai acontecer e não quero nem prever nada, mas eu tenho que admitir que essa também é a fuga de um amor que eu não consigo mais guardar. Eu preciso desperdiça-lo de alguma forma, e eu sei que o tempo sempre se encarrega de fazer isso por mim.
Se eu quero voltar? Eu preciso voltar. Porque eu menti quando disse que nada me segurava aqui, eu minto pra mim mesma todo o tempo.
Mas dessa vez vou deixar nas mãos do destino.
"Don't forget me, I beg, I remember you said:
"Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead.""